Índice avalia Educação básica
O Ideb é um instrumento criado pelo governo federal para avaliar a Educação básica. Serve também para analisar o cumprimento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Na prática, mostra para gestores, alunos, pais e professores como está a qualidade da Escola.
O índice vai de 0 a 10 a partir de um cálculo que envolve a taxa de aprovação dos alunos e o desempenho, para os municípios, na avaliação Prova Brasil. O MEC estabelece metas a cada dois anos. O objetivo é que em 2021 a média nacional do país seja 6, seguindo uma recomendação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O certo é que nenhuma medida isolada garante a qualidade na Educação. O que une as 26 cidades com bom desempenho é o trabalho em rede e a atuação individual com os estudantes. “O estudo mostrou que o Ideb não está sendo visto como uma punição e sim como um grande motivador. Um indicador de aprendizagem nacional pode mobilizar”, afirma a coordenadora do programa de Educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva.
No ano passado, 80% dos municípios conseguiram alcançar as metas estipuladas para o Ideb, contra 73% no ano anterior. Mas os selecionados pelo estudo do Unicef conseguiram atingir o índice previsto para daqui a cinco anos, em média. “Claro que a Educação precisa de mais recursos, mas é preciso gastá-los de forma eficaz. Pode-se ter uma excelente aula embaixo da árvore, ainda assim é preciso infraestrutura, com salas equipadas”, diz Maria.
Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), co-autora do estudo, Carlos Eduardo Sanchez, o grande mérito de divulgar essas experiências é mostrar que com planejamento e ação é possível melhorar a Educação. “Precisamos fazer bem o básico, que é garantir a permanência das crianças e conhecer as demandas. Não há receita pronta.”
Bons exemplos
Com populações variando de menos de 4 mil a 720 mil habitantes, os municípios estudados têm bons exemplos a dar ao restante do país. Palmas, no Tocantins, estabeleceu três modalidades de ensino que garantem a permanência quase integral de todos os meninos e meninas na Escola. Na primeira, a criança fica o dia todo no ambiente Escolar; na segunda, volta almoçar em casa e, na terceira, tem atividades facultativas no contraturno. Em São João do Sabugi (Rio Grande do Norte), os gestores criaram uma secretaria municipal exclusiva para a Educação. Os baianos de Boa Vista do Tupim investiram em encontros mensais de formação continuada.
Fonte: Gazeta do Povo - PR (22/07/10)
Publicada em 26/07/10