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Percentual de brasileiros com diploma universitário passou de 4,4% para 7,9%

O número de brasileiros com diploma universitário deu um salto, em uma década. Foi o que mostraram os números colhidos pelo IBGE. O estágio é o primeiro contato do estudante Murillo com o mercado de trabalho. Aos 16 anos, é ele quem paga a conta de luz em casa. O aluno dedicado do Ensino Médio quer fazer duas faculdades. “Eu quero ter um negócio porque não quero ser funcionário. Não estou estudando para ser funcionário, estou estudando para ser patrão”, afirma o estudante Murillo Gomes. Na última década, o percentual de jovens de 15 a 17 anos na escola aumentou de 77,4% para 83,3%.

O Sudeste tem o maior número. Os menores percentuais estão no Norte e no Sul. Tainara, de Santa Catarina, deixou a escola há um ano. “Eu engravidei, aí eu parei para não complicar a gravidez”, explica a estudante Tainara Raquel, de 16 anos.
Concluir o Ensino Médio é a chave de acesso ao Ensino Superior. A maioria não consegue dar esse salto porque tem a difícil barreira do vestibular na universidade pública ou do custo da faculdade particular. Mesmo assim, o Censo mostra que as portas do Ensino Superior nunca estiveram tão abertas. Em 10 anos, o percentual de brasileiros com diploma universitário passou de 4,4% para 7,9%. De 2001 a 2010, o número de matrículas dobrou, segundo MEC. E o governo criou bolsas e programas de financiamento.

Todos os dias, Alexsandra enfrenta duas horas e meia no trânsito para frequentar as aulas de psicologia. Com boas notas no Enem, conseguiu uma bolsa do ProUni e é a primeira de seis irmãos a entrar na faculdade. “Não é só uma alegria minha. Minha família inteira está feliz com isso”, diz Alexsandra Moreira. Como Alexsandra, 74% dos estudantes estão em faculdades particulares. “Mais do que o acesso é pensar na qualidade dessa educação. Isso tem um impacto diretamente na competitividade do Brasil na área das ciências, na área de tecnologia. Tem um impacto muito grande na economia também”, analisa Sandra Unbehaum, coordenadora de pesquisas da Fundação Carlos Chagas. Mas tecnologia e engenharia ainda são pouco procuradas. A maioria prefere as áreas de ciências sociais, negócios e direito.

Talvez o número ajude a explicar. Segundo o movimento todos pela educação, só 11% dos alunos que concluem o Ensino Médio aprendem o que deveriam em matemática. “Esses alunos que entram no Ensino Superior eles apresentam defasagem muito grande de aprendizagem, que vem da educação básica. O Ensino Médio praticamente não melhorou sua qualidade nos últimos 10 anos. E o reflexo disso no Ensino Superior é muito grande”, avalia Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. Apesar das dificuldades, Socorro está confiante. Depois da filha Alexsandra, ela que nem concluiu o Ensino Médio, se animou para entrar na universidade. “Uma educação a mais, um conhecimento a mais nunca é pouco conhecimento que a gente venha a adquirir. Quanto mais conhecimento nós temos, melhor”, diz a costureira Maria do Socorro Moreira.

Fonte: G1 - 02/05/12

Publicado em 14/05/12

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